Tags

, ,

 Em sua brilhantemente argumentada crítica ao novo ateísmo, Terry Eagleton ridiculariza aqueles que tratam a religião como uma entidade puramente explicativa: “Em primeiro lugar, o cristianismo nunca quis ser uma explicação de coisa alguma. Afirmar o oposto é o mesmo que dizer que, graças à torradeira elétrica, podemos esquecer Tchekhov”. Acreditar que a religião é “uma tentativa grosseira de explicar o mundo” está no mesmo nível intelectual que “ver o balé como uma tentativa grosseira de correr para um ônibus”.

[…] Agora, já existem indícios muito bem-vindos de que o novo ateísmo está se enfraquecendo em sua atratividade e perfil, principalmente devido a algumas análises profundas e perspicazes, feitas pelas principais autoridades, de suas críticas não confiáveis sobre a religião9  e de suas propostas alternativas deficientes. Apesar disso, a melhor preparação para a próxima crise de confiança, qualquer que seja seu formato, é encorajar o surgimento de um informado e confiante uso da mente dentro das igrejas[…].

Os cristãos são chamados para ser sal e luz para o mundo (Mt 5.13-16). Um discipulado da mente teologicamente informado sustenta, nutre e protege a visão cristã da realidade, capacitando a igreja a ser sal e luz.  Vale dizer que esta é a precondição para o engajamento cultural, não um substituto dele. […]  O discipulado da mente é tão importante quanto qualquer outra parte do processo pelo qual nós crescemos na fé e no compromisso[1].


[1] Estive lendo a introdução do novo livro, em português, do Alister McGrath. Noto que consta de uma resposta aos brigth, e como tal, juntamente com outros ases da apologética moderna e talvez melhor do que alguns deles, um convite aos cristãos que ele cuidadosamente chama de “discipulado da mente teologicamente informado”.
Ao meu ver, serve de contraponto, simples e puro, ao que se prega dentro da teologia (teísmo aberto, por exemplo) e fora da teologia (deísmos e ateísmos, agnosticismos…) sobre o que é Deus ou o que seja a teologia, bem como a religião. Penso que valha a pena a leitura, ainda que de uma sentada só, como eu fiz da introdução!

Anúncios