Antes de começar a me expressar, eu gostaria de postar um texto do monge Thomas Merton que muito tem me influenciado. É algo sobre a espiritualidade.

Já no meu texto, tento fazer uma correlação entre o acampamento ocorrido da ABU Natal no fim do mês de Novembro, sobre espiritualidade e missão. Tento neste texto correlacionar o tema em si e algumas impressões que tenho sobre a espiritualidade e a missão; algo como um pequeno pensamento  expresso, afim de trazer luzes sobre algumas dicotomias encontradas no pensamento cristão de hoje. 

Espero que vocês possam se identificar com alguma coisa do que penso pelo menos, senão tudo… Espero que esse post possa contribuir de alguma forma para a vivência e pensamento de vocês.

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Senhor, é quse meia-noite e estou Te esperando na escuridão e no grande silêncio.

Lamento todos os meus pecados.

Não me deixe pedir mais do que ficar sentado na escuridão, sem acender alguma luz por conta própria, nem me abarrotar com os próprios pensamentos para preencher o vazio da noite na qual espero por Ti.

Deixa-me virar nada para a luz pálida e fraca dos sentidos, a fim de permanecer na doce escuridão da Fé pura.
Quanto ao mundo, deixa-me tornar-me para ele totalmente obscuro para sempre. Que eu possa, deste modo, por esta escuridão, chegar enfim à Tua claridade.   Que eu possa, depois de ter me tornado insignificante para o mundo, estender-me em direção aos sentidos infinitos, contidos em Tua paz e Tua glória.

Tua claridade é minha escuridão. Eu não conheço nada de Ti e por mim mesmo nem posso imaginar como fazer para Te conhecer.

Se eu te imaginar, estarei errado.
Se Te compreender, estarei enganado.
Se ficar consciente e certo que Te conheço, serei louco.

A Escuridão me basta

 

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Sabe, às vezes eu me pego a pensar sobre várias coisas distintas ao mesmo tempo. Ultimamente tenho sido “tocado” por um texto do Thomas Merton, um  monge trapista norte-americano que teve alguns insights interessantes sobre espiritualidade. Interessante mas é justamente essa a descrição de alguns poetas como Jorge camargo e Gerson Borges Sobre ele. O texto se chama “Tu não és como o tenho imaginado”.

Particularmente, tem me causado espanto ver idéias obscuras e ao mesmo tempo tão claras sobre nossas relações com Deus. Tenho me perguntado algumas vezes, principalmente após o acampamento da ABU Natal, “por que dicotomizamos as relações entre espiritualidade e missão se as duas, em essência, andam juntas?”.

Flávio Américo, um dos palestrantes do acampamento, deu alguns insights do porque disto, mas mesmo assim, olhando a vida à partir da perspectiva do questionamento e, por que não, da dúvida, continuo a perceber que eu mesmo tive ao longo dos anos dificuldades para quebrar esta barreira com relação à missão e a espiritulidade.

Ok, teho que reconhecer que a ABU me ajudou bastante neste processo…

Thomas Merton vem a sintetizar o que eu penso sobre espiritualidade e sobre a nossa mediocre inteligência querendo perscrutar, esquadrinhar  a mente de Deus (Romanos 11:33-36), no entanto ainda falta-me alguma coisa nisso tudo para formar o quadro perfeito. 

Ah tá. Falamos da Espiritualidade, temos que citar a missão. Não sei se por causa das minhas últimas leituras do livro “O Incomparável Cristo”, de John Stott, esse trecho bíblico vem me martelando a mente constantemente, o de 1 João 3:16…Talvez pelo fato de completar o sentido do Evangelho que tem a mesma referência e se aplicar muito bem à passagem onde Tiago escreve “a fé sem obras é morta”. Se você perceber as nuances entre os textos epistolares de João e de Tiago, vai entender, pelo menos ter a idéia, daquilo que eu considero como cumprimento da Espiritualidade e Cumprimento da Missão. Essas relações são igualmente proporcionais em suas larguras, comprimentos, alturas e profundidades, já que fazem parte da vontade de Deus para a execução do seu projeto de anúncio de justiça e salvação para as pessoas, estes últimos, simbolos da razão do evangelho de Jesus Cristo. 

Em suma, creio não haver a possibilidade de falar de missões, se não houver dimensão da espiritualidade. Da mesma forma, não há como falar de Espiritualidade, sem tocar na veia da missão. Essa conclusão simples e direta, só vem  a me fazer pensar mais no  que  nós estamos fazendo em observância à voz dEle, no que diz respeito à missão… mas isso é tema pra outro texto!

Que estou fazendo? (música que se relaciona bem com o tema e está disponível para download no site da revista ultimato)

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